Medicina de viagem

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A medicina de viagem, ou medicina do viajante, é uma nova área de atuação da infectologia e da medicina tropical. A abordagem do paciente acontece antes da viagem, para orientações de profilaxia de doenças infecciosas e outros problemas de saúde, além da atualização de calendário vacinal. O atendimento também pode ser após a viagem, caso o viajante apresente algum problema de saúde relacionado à viagem.

A maioria dos serviços pode ser encontrada em unidades de saúde geralmente ligadas a universidades, mas também pode ser feita em consultórios particulares, geralmente de infectologistas, já que a maioria dos problemas de saúde enfrentados por viajantes é de doenças infecciosas.

A doença mais frequente dos viajantes é a diarréia, que vai desde uma indisposição passageira até quadros graves de desidratação e morte. Outra doença muito comum nos viajantes é a malária, doença infecciosa mais prevalente no mundo.

Outros aspectos abordados na orientação aos viajantes são a atualização do calendário vacinal, cuidados com a prevenção de trombose (em casos de vôos muito longos), orientações gerais para evitar os adoecimentos mais comuns etc.

Outra atividade da maioria desses serviços é emitir o certificado internacional de vacinação contra febre amarela, documento exigido por muitos países para permitir a entrada de viajantes em seus territórios.

Procure o serviço de medicina de medicina do viajante pelo menos 30 dias antes da partida, para todas as providências necessárias, tais como vistos e vacinas, e boa viagem!

 

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Oropouche: uma nova ameaça urbana no Brasil?

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Um vírus que costuma circular entre preguiças e outros bichos da floresta tropical está no topo da lista dos que podem acabar causando problemas sérios de saúde pública, no Brasil. Segundo informações do virologista da USP, Luiz Tadeu, é preciso ficar de olho no oropouche, cujos sintomas lembram os da dengue.

“A semelhança com a dengue provavelmente faz com que a gente não tenha a real dimensão da presença do vírus por aí”, diz o pesquisador.

O oropouche é um arbovírus (vírus transmitido por um mosquito, como o zika e o da febre amarela), que causa febre aguda e, eventualmente, meningite e inflamação do encéfalo e das meninges (meningocefalite).

O vírus oropouche foi identificado pela primeira vez no Brasil na década de 1960, e há registros frequentes da ocorrência de pessoas doentes na região da Amazônia, no Peru e em países do Caribe. Já houve mais de 500 mil casos relatados no país nas últimas décadas de febre do oropouche – como é conhecida a doença causada pelo vírus.

Esse número, contudo, tende a subir, uma vez que o vírus, transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis – conhecido popularmente como maruim ou borrachudo -, antes restrito aos pequenos vilarejos da Amazônia, tem-se alastrado e chegado às grandes cidades do país.

“O oropouche é um vírus que tem um grande potencial de emergência, porque o Culicoides paraensis está distribuído por todo o continente americano. O vírus pode sair da região amazônica e do planalto central e chegar às regiões mais povoadas do Brasil,” apontou Luiz Tadeu.

 

Jornada acadêmica sobre AIDS na Ufal

Arte - Jornada

Estamos vivendo um aumento importante nos casos de AIDS em Alagoas e no Brasil. Várias medidas vêm sendo tomadas; a mais recente foi a universalização do tratamento, na tentativa de frear o avanço desta epidemia.

Esta foi a motivação para a realização da 1 jornada acadêmica sobre AIDS, promovida pela IFMSA Brazil – seção Alagoas, apoiada pelo Centro Acadêmico de Medicina Sebastião da Hora, da Ufal. Este  evento também inseriu-se na programação da Candlelight memorial, entidade que se dedica a chamar a atenção para o gravíssimo problema da AIDS ao redor do mundo.

Arte - CandlelightMemorial Day

A jornada teve como participantes eu, que falei sobre a doença em geral, o novo protocolo brasileiro de tratamento e as principais manifestações oportunistas; a Dra Adriana Ávila, que falou sobre AIDS em pediatria; Dra Mardjane Lemos, sobre transmissão vertical e a psicóloga Karina Vasconcelos, abordou a questão interpessoal profissional – paciente no contexto da AIDS. Todos os participantes são profissionais do SAE HEHA, principal e mais antigo serviço de atendimento aos pacientes portadores de HIV AIDS em Alagoas.

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No dia seguinte, foi feita uma panfletagem educativa sobre AIDS em um bairro bastante populoso de Maceió, Jacintinho, que tem registrado muitos casos desta doença, e também foi feito, no mesmo local, o laço de velas para lembrar as vítimas da AIDS.

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Houve grande adesão dos estudantes de medicina da Ufal, com quase 50 participantes.

Parabéns aos membros da IFMSA Brazil – seção Alagoas pela iniciativa e realização desta jornada!

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Primeiro caso de Tétano na Itália em 30 anos

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O movimento antivacina faz mais uma vítima, desta vez na Itália.

Um menino de dez anos, cujos pais optaram por não vaciná-lo, foi internado na Sardenha com tétano.

O garoto sofreu um corte na testa quando andava de bicicleta, e não recebeu vacina por recusa dos pais.

O movimento antivacina está ganhando força na Itália e é responsável pelo recrudescimento também do sarampo naquele país, que já registrou mais de 3.000 casos neste ano.

Será que vamos voltar aos tempos das grandes epidemias?

Quem viver (e sobreviver), verá…

 

Os riscos do movimento anti vacina

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgaram nesta sexta-feira (23), um alerta sobre os riscos do movimento antivacina que, na avaliação da entidade, está crescendo no país.
Em outros países, como nos USA e alguns países da Europa, este movimento é responsável pela não eliminação ou recrudescimento de doenças antigas, mas potencialmente fatais ou que causam sequelas graves, como o sarampo, a rubéola e outras.
Quando ocorre diminuição da cobertura vacinal, pessoas permanecem susceptíveis para adquirir e transmitir essas doenças, mantendo as mesmas em circulação.
Nunca é demais lembrar que as vacinas são, na quase totalidade, isentas de efeitos adversos graves, e são a melhor ou a única maneira de prevenir várias doenças que já causaram milhões de mortes e sequelas graves no mundo.
As vacinas, juntamente com água tratada e saneamento básico, são as medidas de maior impacto na saúde pública de quaisquer agrupamentos populacionais, de todos os tempos. Se oferecermos água tratada, saneamento básico e as vacinas hoje disponíveis, para uma população determinada, consegue-se reduzir 60% dos adoecimentos desta população. Estes três fatores são os que mais pesam na medição da qualidade e expectativa de vida das pessoas.
Por isso, vacine-se sempre, e viva sem medo.
Até a próxima!

Leptospirose em Alagoas – 2017

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A leptospirose é uma antropozoonose já bastante conhecida, transmitida principalmente pela urina de ratos infectados, mas também pela urina de outros animais, como cães e bovinos.

Habitualmente, esta é uma doença ocupacional, que acomete principalmente lixeiros, pedreiros, carteiros, magarefes, funcionários de clíncas veterinárias e loja de animais etc.

Mas sempre que ocorrem enchentes e inundações, a leptospirose provoca um grande número de casos. Neste ano 2017, houve grandes enchentes aqui em Alagoas, como ocorre periodicamente. Como dizia Nelson Rodrigues, uma tragédia anunciada.

Em Alagoas, foram notificados 57 casos, com 10 óbitos (cinco confirmados). Ultrapassamos o ano de 2010, quando houve uma inundação muito parecida com a deste ano.

Infelizmente, ano após ano, as tragédias se repetem, pela inércia do poder público, que nada ou muito pouco faz para preveni-las…

Até a próxima!

 

Nova epidemia de Ebola no Congo

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A República Democrática do Congo registrou nove casos de Ebola desde 22 de abril, com 3 mortos. O surto foi detectado na província de Bajo Uele.

O país já sofreu 7 epidemias de Ebola, a última em 2014, com 49 mortos. Esta epidemia e a anterior não tem relação com a grande epidemia ocorrida recentemente na Libéria, Serra Leoa e Guiné Bissau, que deixou milhares de mortos.

A OMS já está deslocando equipes especializadas para tentar conter a epidemia.