Nova epidemia de Ebola no Congo

ebola

A República Democrática do Congo registrou nove casos de Ebola desde 22 de abril, com 3 mortos. O surto foi detectado na província de Bajo Uele.

O país já sofreu 7 epidemias de Ebola, a última em 2014, com 49 mortos. Esta epidemia e a anterior não tem relação com a grande epidemia ocorrida recentemente na Libéria, Serra Leoa e Guiné Bissau, que deixou milhares de mortos.

A OMS já está deslocando equipes especializadas para tentar conter a epidemia.

 

Anunciado novo antibiótico em 30 anos

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Após três décadas, os cientistas descobriram um novo antibiótico, que pode ser uma arma eficiente na luta contra as superbactérias.

Os doutores Grant Pierce e Pavel Dibrov, do St. Boniface Hospital e University of Manitoba, em Winnipeg, Canadá, descobriram um novo composto antibiótico chamado PEG-2S.

Ele age eliminando as fontes de energia das quais pelo menos 20 tipos diferentes de bactérias precisam para sobreviver.

No entanto, pode levar até 10 anos para o antibiótico estar disponível ao público, pois ainda precisa passar por vários testes clínicos.

A pesquisa foi publicada na Revista Canadense de Psicologia e Farmacologia.

O Dr. Pierce disse para um canal de notícias canadense que o antibiótico pode matar as bactérias que causam a Doença do Legionário, a cólera, a febre tifoide e a peste bubônica.

Segundo ele, é possível que o composto consiga atacar as bactérias nocivas, sem afetar as células saudáveis ou as “boas bactérias” que vivem em nosso corpo.

Dibrov define os resultados como “tremendamente animadores”

É o primeiro antibiótico descoberto desde 1987.

A Organização Mundial da Saúde identificou as bactérias resistentes a antibióticos como uma das maiores ameaças à população mundial.

“Prevê-se que, por volta de 2030, todos os antibióticos que usamos hoje para tratar infecções bacterianas, não serão mais eficientes”, acrescentou o Dr. Pierce.

 

OMS lista 12 famílias de superbactérias

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A Organização Mundial de Saúde publicou esta segunda-feira a lista de 12 famílias de bactérias contra as quais considera “urgente” desenvolver novos tratamentos.

O risco é considerado “crítico” para três famílias de bactérias: as Acinetobacter, as Pseudomonas e as Entérobactérias (entre as quais a E.coli), resistentes até aos antibióticos mais recentes, ditos de último recurso. Estão na origem da maioria das infeções contraídas em meio hospitalar.

Outras seis famílias de bactérias estão classificadas como “prioridade elevada”, e são responsáveis por infeções geralmente contraídas fora do hospital e resistentes à vários tipo de antibióticos.

Incluem-se nestas o Staphylococcus aureus (MRSA), as salmonelas, a Helicobacter pylori (responsável nomeadamente pelas ulceras estomacais) ou a Neisseria gonorrhoeae (que provoca a gonorreia, uma infeção transmitida sexualmente e muito difundida).

Três outras famílias são consideradas de “prioridade moderada”. São elas os pneumococos, que podem levar a pneumonias e meningites, a Haemophilus influenzae, que provoca infecções como otites e as Shigella spp, que provocam infecções intestinais como a disenteria.

A lista da OMS baseia-se na gravidade das infecções que as bactérias causam, na facilidade com que se propagam, no número de fármacos em uso e nos novos antibióticos que estão a ser estudados.

“Esta lista foi estabelecida para tentar orientar e promover a pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos”, referindo “as 12 famílias de bactérias mais ameaçadoras para a saúde humana”, explicou a agência da ONU.

A divulgação da lista tenta prevenir o reaparecimento de doenças infeciosas incuráveis.

“A resistência aos antibióticos aumenta e nós estamos a esgotar rapidamente as nossas opções terapêuticas. Se deixarmos agir o mercado, os novos antibióticos de que necessitamos urgentemente não ficarão prontos a tempo”, refere a sub-diretora geral da OMS para os sistemas de saúde e de inovação, Marie-Paule Kieny.

A lista será discutida com especialistas em saúde do grupo dos G20 (maiores economias mundiais), esta semana em Berlim.

As bactérias multiresistentes aos antibióticos poderão matar até 10 milhões de pessoas até 2015, ou seja tanto como o cancro, afirma um grupo de especialistas internacionais formados em 2014 no Reino Unido e autor de diversos relatórios sobre o problema.

O grupo, presidido pelo economista Jim O’Neill, calcula que o fenómeno cause já 700.000 mortes por ano, incluindo 50.000 na Europa e nos EUA.

Em setembro a OMS apelou à mobilização de fundos públicos e privados para financiar as pesquisas de novas classes de antibióticos e encorajar tratamentos alternativos.

Em 50 anos “só duas novas classes de antibióticos surgiram no mercado”, pois o retorno do investimento neste tipo de medicamentos é insuficiente para os laboratórios, referiu na altura a diretora da OMS, Margaret Chan.

Situação da febre amarela no Brasil em fevereiro de 2017

Aedes-Aegypti

Os casos de febre amarela continuam a crescer assustadoramente no país. Até o presente momento, o Ministério da Saúde continua a considerar este evento como febre amarela silvestre.

Dados oficiais divulgados hoje:

Casos notificados: 921 (161 confirmados / 58 descartados / 702
investigação)
Óbitos: 150 (60 confirmados / 03 descartados / 87 investigação). Letalidade: 37,3%

O Estado mais afetado continua sendo Minas Gerais, com 804 casos notificados, 143 confirmados.

Distribuição geográfica dos casos notificados: 102 municípios/ 05
estados/regiões 03

Casos por estados:
-Tocantins (03 municípios): 04 notificados (0 confirmados/03
descartados/01 investigação)
– Bahia (06 municípios): 11 notificados (0 confirmados/02
descartados/09 investigação)
– Espírito Santo (19 municípios): 76 notificados (14 confirmados/02
descartados/60 investigação)
– Minas Gerais (65 municípios): 804 notificados (143 confirmados/38
descartados/623 investigação)
– São Paulo (9 municípios): 10 notificados (04 confirmados/01
descartados/05 investigação)
– Unidade Federativa do Local Provável de Infecção em
investigação (SC, ES, AL): 04 sob investigação
– Descartados por outras Unidade Federativas (GO, DF, AM, PA): 12
descartados

– Número de epizootias em primatas não-humanos notificadas: 447
(total 1271 animais; 264 animais confirmados)

 

A Febre Amarela está voltando?

Aedes-Aegypti

 

Notícias preocupantes destes dias,  vindas de São Paulo: houve registros de 5 (cinco) mortes de macacos por febre amarela (Ribeirão Preto, Jaboticabal e Monte Alto) e, hoje, foi confirmada a morte de um homem de 52 anos por febre amarela em dezembro de 2016, em Ribeirão Preto, SP.

Com a expansão do Aedes aegypti pelo país, este dado é preocupante, apesar de previsível. A possibilidade de um surto de febre amarela foi notificado pelo Ministério da Saúde à OMS.

Em 2016, houve 12 casos humanos de febre amarela, com 5 mortes.

Os moradores de áreas de risco (próximo a matas) devem ser vacinados, se não o foram.

Apenas lembrando: a vacina contra febre amarela pode desencadear reações adversas importantes em certos indivíduos; portanto, antes de tomar a decisão de se vacinar, consulte seu médico para avaliar o risco / benefício da vacinação.

Enfim, este é mais um excelente motivo para combatermos o Aedes aegypti.

Até a próxima!

 

Mayaro está se espalhando pelas Américas

Aedes-Aegypti

 

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, anunciaram ter encontrado no Haiti um caso inédito de Mayaro, doença caracterizada por uma febre hemorrágica similiar à da chikungunya.

Ainda que o vírus não seja totalmente desconhecido – foi detectado nos anos 1950 -, até agora só haviam sido registrados pequenos surtos esporádicos na região amazônica e seus arredores.

Especialistas alertam que este caso pode ser um indício de que o vírus está se espalhando e já começa a circular pela região do Caribe.

“Os sintomas são muito similares aos da chikungunya. Por isso, quando o paciente vai ao médico, pensam se tratar dessa doença e não sabem que é mayaro”, disse John Lednicky, que liderou a equipe da universidade americana responsável pelo estudo.

Lednicky explicou não haver nenhum sintoma que distinga a chikungunya da febre mayaro. Ambas provocam febre, erupções na pele e dores nas articulações.

Em ambos os casos, os efeitos são mais prolongados do que em paciente com dengue e zika, chegando a durar de seis meses a um ano.

“O que está acontecendo é que estamos nos deparando com pacientes que se queixam de erupções na pele e dores musculares prolongadas, mas os exames dão negativo para Zika e Chikungunya. Então, o que afinal eles têm?”, disse Lednicky.

O preocupante é que o vírus detectado no Haiti é geneticamente diferente dos que haviam sido descritos previamente, esclareceu o especialista. “Não sabemos se é um vírus novo ou uma nova cepa de diferentes tipos de Mayaro.”

O vírus foi descoberto em 1954 em Trinidad e Tobago, mas até agora só se sabia de surtos isolados na selva amazônica e em outras partes da América do Sul, como Brasil e Venezuela.

O caso encontrado pela Universidade da Flórida foi identificado a partir de uma amostra de sangue de um menino de 8 anos de uma zona rural do Haiti. Ele tinha febre e dores abdominais, mas não apresentava erupções nem conjuntivite, sintomas normalmente associados à chikungunya. Pesquisadores da universidade colheram uma série de amostras durante e depois do surto de chikungunya no Haiti.

Após a análise virológica e molecular para detectar os vírus da dengue e da zika, foi confirmada a presença da dengue no paciente alvo do estudo, mas também de um novo vírus, identificado depois como o Mayaro, disse Lednicky.

Enquanto a atenção do mundo estava voltada para o Zika, “a descoberta deste outro vírus é uma grande fonte de preocupação”, disse Glenn Moris, diretor do Instituto de Enfermidades Patógenas Emergentes da Universidade da Flórida.

Lednicky explicou que é “difícil avaliar o quão grave é o surto de mayaro neste momento”, já que existem poucos estudos sobre o vírus.

“No Brasil, há dois tipos genéticos diferentes, e não sabemos qual é o mais virulento. Faltam mais estudos e monitoramento das áreas afetadas.”

Lednicky acrescentou não saber o que vai acontecer no Haiti após a passagem pelo país do furacão Matthew, que poderia ter levado os mosquitos transmissores da doença até a República Dominicana e outras ilhas caribenhas.

A semelhança com o vírus da chikungunya também preocupa os cientistas.

Em um artigo publicado na revista Scientific American, Marta Zaraska, jornalista especializada em ciência, destaca que isso poderia explicar por que o Mayaro pode se tornar um problema generalizado.

“Ambos os vírus eram originalmente transmitidos por mosquitos da selva, infectando pessoas na região amazônica, mas o Chikungunya tem se adaptado e hoje é transmitido por mosquitos urbanos, como o Aedes albopictus e o Aedes aegypti“, que também transmitem a febre amarela, a dengue e a zika.

Segundo Zaraska, “o mesmo pode estar ocorrendo no caso do Mayaro”.

Em exames de laboratório, foi provado que o Aedes albopictus e o Aedes aegypti podem ser vetores da febre mayaro – e o fato do vírus ter sido detectado no Haiti sugere que ele também está se adaptando ao ambiente urbano.

Copiei daqui:

http://www.bbc.com/portuguese/geral-37795178

 

Febre chikungunya no Nordeste brasileiro

Aedes-Aegypti

 

O Ministério da Saúde divulgou, ontem, dados mostrando que o Estado campeão de casos de febre chikungunya no Brasil é o Rio Grande do Norte, seguido de Pernambuco e, em terceiro, Alagoas.

Neste ano de 2016, a febre chikungunya já causou mais mortes que o dengue, no Brasil. Com a aproximação do verão e suas chuvas, teremos novamente um aumento de casos neste fim de ano e início de 2017.

Concedi uma entrevista ao Bom Dia Alagoas de hoje, falando um pouquinho sobre esta doença.

Até a próxima!