Jornada acadêmica sobre AIDS na Ufal

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Estamos vivendo um aumento importante nos casos de AIDS em Alagoas e no Brasil. Várias medidas vêm sendo tomadas; a mais recente foi a universalização do tratamento, na tentativa de frear o avanço desta epidemia.

Esta foi a motivação para a realização da 1 jornada acadêmica sobre AIDS, promovida pela IFMSA Brazil – seção Alagoas, apoiada pelo Centro Acadêmico de Medicina Sebastião da Hora, da Ufal. Este  evento também inseriu-se na programação da Candlelight memorial, entidade que se dedica a chamar a atenção para o gravíssimo problema da AIDS ao redor do mundo.

Arte - CandlelightMemorial Day

A jornada teve como participantes eu, que falei sobre a doença em geral, o novo protocolo brasileiro de tratamento e as principais manifestações oportunistas; a Dra Adriana Ávila, que falou sobre AIDS em pediatria; Dra Mardjane Lemos, sobre transmissão vertical e a psicóloga Karina Vasconcelos, abordou a questão interpessoal profissional – paciente no contexto da AIDS. Todos os participantes são profissionais do SAE HEHA, principal e mais antigo serviço de atendimento aos pacientes portadores de HIV AIDS em Alagoas.

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No dia seguinte, foi feita uma panfletagem educativa sobre AIDS em um bairro bastante populoso de Maceió, Jacintinho, que tem registrado muitos casos desta doença, e também foi feito, no mesmo local, o laço de velas para lembrar as vítimas da AIDS.

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Houve grande adesão dos estudantes de medicina da Ufal, com quase 50 participantes.

Parabéns aos membros da IFMSA Brazil – seção Alagoas pela iniciativa e realização desta jornada!

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Primeiro caso de Tétano na Itália em 30 anos

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O movimento antivacina faz mais uma vítima, desta vez na Itália.

Um menino de dez anos, cujos pais optaram por não vaciná-lo, foi internado na Sardenha com tétano.

O garoto sofreu um corte na testa quando andava de bicicleta, e não recebeu vacina por recusa dos pais.

O movimento antivacina está ganhando força na Itália e é responsável pelo recrudescimento também do sarampo naquele país, que já registrou mais de 3.000 casos neste ano.

Será que vamos voltar aos tempos das grandes epidemias?

Quem viver (e sobreviver), verá…

 

Os riscos do movimento anti vacina

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgaram nesta sexta-feira (23), um alerta sobre os riscos do movimento antivacina que, na avaliação da entidade, está crescendo no país.
Em outros países, como nos USA e alguns países da Europa, este movimento é responsável pela não eliminação ou recrudescimento de doenças antigas, mas potencialmente fatais ou que causam sequelas graves, como o sarampo, a rubéola e outras.
Quando ocorre diminuição da cobertura vacinal, pessoas permanecem susceptíveis para adquirir e transmitir essas doenças, mantendo as mesmas em circulação.
Nunca é demais lembrar que as vacinas são, na quase totalidade, isentas de efeitos adversos graves, e são a melhor ou a única maneira de prevenir várias doenças que já causaram milhões de mortes e sequelas graves no mundo.
As vacinas, juntamente com água tratada e saneamento básico, são as medidas de maior impacto na saúde pública de quaisquer agrupamentos populacionais, de todos os tempos. Se oferecermos água tratada, saneamento básico e as vacinas hoje disponíveis, para uma população determinada, consegue-se reduzir 60% dos adoecimentos desta população. Estes três fatores são os que mais pesam na medição da qualidade e expectativa de vida das pessoas.
Por isso, vacine-se sempre, e viva sem medo.
Até a próxima!

Leptospirose em Alagoas – 2017

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A leptospirose é uma antropozoonose já bastante conhecida, transmitida principalmente pela urina de ratos infectados, mas também pela urina de outros animais, como cães e bovinos.

Habitualmente, esta é uma doença ocupacional, que acomete principalmente lixeiros, pedreiros, carteiros, magarefes, funcionários de clíncas veterinárias e loja de animais etc.

Mas sempre que ocorrem enchentes e inundações, a leptospirose provoca um grande número de casos. Neste ano 2017, houve grandes enchentes aqui em Alagoas, como ocorre periodicamente. Como dizia Nelson Rodrigues, uma tragédia anunciada.

Em Alagoas, foram notificados 57 casos, com 10 óbitos (cinco confirmados). Ultrapassamos o ano de 2010, quando houve uma inundação muito parecida com a deste ano.

Infelizmente, ano após ano, as tragédias se repetem, pela inércia do poder público, que nada ou muito pouco faz para preveni-las…

Até a próxima!

 

Nova epidemia de Ebola no Congo

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A República Democrática do Congo registrou nove casos de Ebola desde 22 de abril, com 3 mortos. O surto foi detectado na província de Bajo Uele.

O país já sofreu 7 epidemias de Ebola, a última em 2014, com 49 mortos. Esta epidemia e a anterior não tem relação com a grande epidemia ocorrida recentemente na Libéria, Serra Leoa e Guiné Bissau, que deixou milhares de mortos.

A OMS já está deslocando equipes especializadas para tentar conter a epidemia.

 

Anunciado novo antibiótico em 30 anos

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Após três décadas, os cientistas descobriram um novo antibiótico, que pode ser uma arma eficiente na luta contra as superbactérias.

Os doutores Grant Pierce e Pavel Dibrov, do St. Boniface Hospital e University of Manitoba, em Winnipeg, Canadá, descobriram um novo composto antibiótico chamado PEG-2S.

Ele age eliminando as fontes de energia das quais pelo menos 20 tipos diferentes de bactérias precisam para sobreviver.

No entanto, pode levar até 10 anos para o antibiótico estar disponível ao público, pois ainda precisa passar por vários testes clínicos.

A pesquisa foi publicada na Revista Canadense de Psicologia e Farmacologia.

O Dr. Pierce disse para um canal de notícias canadense que o antibiótico pode matar as bactérias que causam a Doença do Legionário, a cólera, a febre tifoide e a peste bubônica.

Segundo ele, é possível que o composto consiga atacar as bactérias nocivas, sem afetar as células saudáveis ou as “boas bactérias” que vivem em nosso corpo.

Dibrov define os resultados como “tremendamente animadores”

É o primeiro antibiótico descoberto desde 1987.

A Organização Mundial da Saúde identificou as bactérias resistentes a antibióticos como uma das maiores ameaças à população mundial.

“Prevê-se que, por volta de 2030, todos os antibióticos que usamos hoje para tratar infecções bacterianas, não serão mais eficientes”, acrescentou o Dr. Pierce.

 

OMS lista 12 famílias de superbactérias

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A Organização Mundial de Saúde publicou esta segunda-feira a lista de 12 famílias de bactérias contra as quais considera “urgente” desenvolver novos tratamentos.

O risco é considerado “crítico” para três famílias de bactérias: as Acinetobacter, as Pseudomonas e as Entérobactérias (entre as quais a E.coli), resistentes até aos antibióticos mais recentes, ditos de último recurso. Estão na origem da maioria das infeções contraídas em meio hospitalar.

Outras seis famílias de bactérias estão classificadas como “prioridade elevada”, e são responsáveis por infeções geralmente contraídas fora do hospital e resistentes à vários tipo de antibióticos.

Incluem-se nestas o Staphylococcus aureus (MRSA), as salmonelas, a Helicobacter pylori (responsável nomeadamente pelas ulceras estomacais) ou a Neisseria gonorrhoeae (que provoca a gonorreia, uma infeção transmitida sexualmente e muito difundida).

Três outras famílias são consideradas de “prioridade moderada”. São elas os pneumococos, que podem levar a pneumonias e meningites, a Haemophilus influenzae, que provoca infecções como otites e as Shigella spp, que provocam infecções intestinais como a disenteria.

A lista da OMS baseia-se na gravidade das infecções que as bactérias causam, na facilidade com que se propagam, no número de fármacos em uso e nos novos antibióticos que estão a ser estudados.

“Esta lista foi estabelecida para tentar orientar e promover a pesquisa e desenvolvimento de novos antibióticos”, referindo “as 12 famílias de bactérias mais ameaçadoras para a saúde humana”, explicou a agência da ONU.

A divulgação da lista tenta prevenir o reaparecimento de doenças infeciosas incuráveis.

“A resistência aos antibióticos aumenta e nós estamos a esgotar rapidamente as nossas opções terapêuticas. Se deixarmos agir o mercado, os novos antibióticos de que necessitamos urgentemente não ficarão prontos a tempo”, refere a sub-diretora geral da OMS para os sistemas de saúde e de inovação, Marie-Paule Kieny.

A lista será discutida com especialistas em saúde do grupo dos G20 (maiores economias mundiais), esta semana em Berlim.

As bactérias multiresistentes aos antibióticos poderão matar até 10 milhões de pessoas até 2015, ou seja tanto como o cancro, afirma um grupo de especialistas internacionais formados em 2014 no Reino Unido e autor de diversos relatórios sobre o problema.

O grupo, presidido pelo economista Jim O’Neill, calcula que o fenómeno cause já 700.000 mortes por ano, incluindo 50.000 na Europa e nos EUA.

Em setembro a OMS apelou à mobilização de fundos públicos e privados para financiar as pesquisas de novas classes de antibióticos e encorajar tratamentos alternativos.

Em 50 anos “só duas novas classes de antibióticos surgiram no mercado”, pois o retorno do investimento neste tipo de medicamentos é insuficiente para os laboratórios, referiu na altura a diretora da OMS, Margaret Chan.